Padre Luiz Carlos de Oliveira Redentorista |
“Alegrai-vos!”
A alegria renasce na conversão
A celebração do
3º domingo do Advento reflete uma alegria muito forte. Quando estamos na noite esperando
o dia amanhecer sentimos uma profunda alegria quando vemos os primeiros raios
do sol. Eles anunciam que o dia está se aproximando. Por isso tem uma
característica de alegria. Esperando as alegrias da salvação, a aproximação do
Natal é como essa aurora. Paulo escreve na carta aos Filipenses: “Alegrai-vos
sempre no Senhor; Eu repito, alegrai-vos” (Fl 4,4). O salmo
continua esse pensamento; “Exultai cantando alegres habitantes de Sião, porque
é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel” (Ct. Is
12,2).
Não se trata de uma alegria só de sentimentos, mas é como uma água abundante:
“Com alegria bebereis no manancial da salvação e direis naquele dia: ‘Dai
louvores ao Senhor’” (Ct. Is. 12,3.5). É a alegria de
viver a liberdade que nos veio da ação de Deus que revogou a sentença de nossa condenação.
A alegria nasce da conversão. Todos os que iam ouvir as palavras de João
Batista buscavam um caminho de conversão. A pregação da conversão tocava todas
as classes. João mostrava que a conversão se faz onde estão as pessoas. Os
cobradores continuem cobradores, mas não explorando as pessoas; aos soldados
ensina a não ser violentos. A todos ensina a partilha que gera a alegria. A
pessoa convertida modifica o seu ambiente. É um bom modelo para a pastoral que
tende converter as pessoas mais para um estilo de vida do que para Deus. Nada
de nivelar.
Deus está no meio de ti
O
Deus que liberta não é um estranho ao nosso mundo, mas está no meio de nós: “O
Senhor teu Deus, está no meio de ti, como valente guerreiro que te salva; Ele
exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti entre louvores,
como nos dias de festa” (Sf 3,15,17-18). A alegria
nasce de Deus e penetra profundamente no coração humano. Ela não passa, pois
Deus não passa. Essa alegria dá garantia de sua presença: “O Senhor está no
meio de ti, nunca mais temerás o mal” (Id 15). Percebemos assim quando rezamos o salmo 22:
“Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; Estás comigo.
Teu bastão e teu cajado me dão a segurança” (Sl 22,4). João não se
põe como Messias, mas como aquele que vive intensamente. João diz que batiza
com água. Permanece no nível exterior, mas, o Messias vai batizar com o
Espírito Santo e o fogo. Este purifica e o Espírito dá vida. O projeto de Jesus
não é social ou só espiritual. É uma ação transformadora partilhando da
redenção que Jesus veio trazer. Se minha fé não me leva aos irmãos, errei o
caminho. “Quem ama a Deus, ame também seu irmão”
(1Jo
4,21).
A presença de Deus gera o amor.
Celebrar com júbilo
A
oração da missa convida a celebrar a salvação com júbilo na solene liturgia.
Infelizmente ficamos no exterior. Até S. Francisco não havia o presépio que
tanto nos atrai. A celebração era o Presépio Vivo, isto é, a Encarnação
celebrada como Eucaristia. Essa alegria sustentou a comunidade durante tantos
séculos. Certamente dizemos que o Natal virou comércio. Podemos recuperar o
sentido da Encarnação sem deixar a ternura do Natal e a beleza de suas luzes. O
Advento está proposto como preparação para essa celebração na qual vivemos o
mistério do Nascimento. É preciso fazer o presépio do coração no qual nos
sentimos unidos na carne com o Filho de Deus Encarnado. Estamos distantes de
perceber a intensidade desse mistério
Leituras:
Sofonias 3,14-18ª; Cântico Isaias 12,2-6; Filipenses 4,4-7; Lucas 3,10-18.
Ficha: nº 1814 -
Homilia do 3º do Domingo do Advento (16.12.18)
1.
O
3º Domingo do Advento é o domingo da alegria pela proximidade da salvação.
2.
O
projeto de Jesus é uma ação transformadora partilhando da redenção.
3.
É
preciso fazer o presépio do coração. Nele estamos unidos com o Filho de Deus.
A
festa grande está chegando
A liturgia do terceiro domingo é um
convite para uma festa que já está perto. É um domingo com cara de manhã
colorida, pois já é um aperitivo do Natal. Dizem que o bom da festa é a
preparação. Pois estão aí os meios para a preparação.
João Batista dá o recado certo: Cada
um em sua condição pessoal, em seu trabalho e profissão pode muito bem se
converter e continuar a fazer tantas coisas boas com um endereço novo.
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